Crash na Bolsa de valores

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Antes: dia negro. Depois: verdadeiro ‘sell-off’ ou ‘crash’. Assim se classifica a sessão no mercado bolsista nacional antes e depois do corte de ‘rating’ da S&P para a dívida de Portugal, de ‘A+’ para ‘A-’. A pior classificação desde a primeira avaliação da S&P para Portugal, em 1992, ainda
 no tempo do escudo, arrastou o PSI 20 para um tombo de 5,36%, o pior desempenho desde Outubro de 2008 e o valormais baixo desde Julho do ano passado.

Com a totalidade dos títulos no vermelho, a praça nacional acompanhou a tendência das congéneres europeias, com a bolsa de Atenas a liderar as perdas, ao cair 6%.O dia de ontem foi ainda marcado por novos máximos nos mercados de dívida, com o preço dos CDS nacionais a cinco anos a registarem a segunda maior subida do mundo.
A Altri e a Sonae Indústria derraparam mais de 9%, enquanto os títulos da banca recuaram entre 5% e cerca de 7,6%. Em véspera de apresentação de resultados trimestrais, o BCP foi o mais penalizado ao afundar 7,58% para 0,67 euros por acção.

Entre os pesos-pesados, a Portugal Telecom desvalorizou 6,71% e a EDP perdeu 3,82%. Ainda na energia, as acções da Galp valem 11,95 euros,
após uma queda de 3,04%.

Em dia de maré vermelha, o sector da banca foi dos que mais
pressionou a praça bolsista nacional. O BCP liderou as perdas,
ao afundar 7,58%. Cada acção do banco liderado por Carlos Santos
Ferreira está a custar 0,67 euros. Feitas as contas desde o início
do ano, o BCP já acumula uma desvalorização superior a 20,5%,
o que avalia a instituição em 3.150 milhões de euros. Entre os três
bancos cotados, o BCP é, aliás, o que mais desvaloriza. Em véspera
de apresentação de resultados trimestrais, o BCP sofreu ainda o
pessimismo dos investidores em relação às contas que hoje serão
divulgadas. De acordo com a média de oito casas de analistas,
Carlos Santos Ferreira deverá anunciar um lucro de cerca de 66,4
milhões de euros, o que representa uma queda de 38% face aos
resultados líquidos registados no mesmo período do ano anterior.
Segundos os especialistas, os resultados deverão evidenciar uma
recuperação da margem financeira, ainda que ligeira.

fonte : Diario economico

Crédito empresarial para as PME´s tem vindo a subir

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A Caixa Geral de Depósitos (CFD) registou um crescimento de 4,6% no crédito a PME em 2009, de acordo com as contas
apresentadas na semana passada pelo seu presidente, Faria de Oliveira.O crescimento do crédito empresarial , à generalidade das empresas ficou ligeiramente abaixo, nos 4,4%, enquanto o crédito à habitação subiu 4,2%, uma das melhores performances da banca nacional.
Em termos de valores absolutos,o crédito hipotecário absorveu mais 1.337 milhões de euros,enquanto o crédito às empresas
ficou pelos 933 milhões de euros.

Em termos de recursos captados no exercício de 2009, a Caixa regista uma subida assinalável de 7,1%, sendo que os recursos de
balanço subiram 6,7% e os recursos fora do balanço, 10,2%. No total, o grupo superou mais de 83 mil milhões de euros de recursos,
mais 5,5 mil milhões do que no ano anterior. Faria de Oliveira, cujo mandato termina no final deste ano, vai avançar para o reforço da presença
da Caixa em Espanha. Neste país, o grupo está presente com o Banco Caixa Geral, mas Faria de Oliveira avançou, no encontro
com jornalistas, que prevê crescer por aquisição ou através de parceria.A Caixa definiu este mercado como prioritário, depois de estar
a gerar bons resultados no Brasil e em Angola. Aliás, a área internacional já contribui com 27% do resultado por área de negócio, o
que compara com os 51% gerados em Portugal, ou os 17% que são a contribuição da banca de investimento.

No entanto, a maior das novidades está na criação de subholdings sectoriais, uma operação prevista para o final deste semestre.
Faria de Oliveira não adiantou pormenores sobre os contornos deste projecto, mas este poderá ser uma forma da Caixa ir buscar parceiros e investidores para as diversas áreas de negócio em que está envolvido e que vai dos seguros à área da saúde. Na composição dos resultados que
se situaram nos 278,9 milhões de euros, menos 39,2% do que no período homólogo, teve impacto as imparidades de títulos em
2009, caso contrário o resultado situar-se-ia em linha com 2008 e que foi de 459 milhões de euros. Outro facto negativo foi a contribuição
da área de saúde, que gerou um resultado negativo de 32,3 milhões de euros, enquanto os seguros geraram 39,5 milhões de euros positivos. No conjunto dos seguros e saúde o resultado foi positivo de 7,2 milhões de euros, depois de um saldo de resseguro negativo, de 113,2 milhões
de euros e ainda da rubrica de ganhos e perdas financeiras se ter situado nos 44,5 milhões de euros negativos.

A Caixa revelou ainda ter fechado 2009 com uma redução da margem financeira de 26,3%, para os 1.532,9 milhões de euros,
uma situação que esteve ligada à redução da taxa de juro verificada a partir do 4º trimestre de 2008 e que afectou a rentabilidade,
tendo em conta a composição da carteira de crédito com forte peso do crédito à habitação e do crédito pessoal a médio e longo prazo a
empresas.Em termos de solvabilidade, o rácio tier I subiu de 7% para 8,5% e o core tier I de 6,8% para 8,3%.

fonte: vida enconomica

Credito habitação do BBVA

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O BBVA decidiu relançar a sua oferta do crédito habitação. Numa semana em que foram públicas diversas notícias sobre a possibilidade do agravamento das condições no crédito à habitação,sobretudo para a subida dos “spreads”, a instituição bancária garante que não mexe no seu (0,35%) e oferece 200 euros no primeiro ano do empréstimo.

Como obter credito habitação no BBVA?

No entanto, para ter acesso a esse valor, tem de domiciliar ordenado, efectuar pagamentos domésticos, aderir ao cartão de crédito, ao plano de pensões e ter uma taxa de esforço inferior a 50%.“Porque é a sua vida quem manda, nós adaptamo-nos” “Flexibilidade” é a palavra de ordem do crédito habitação do BBVA. A instituição bancária, que ressurgiu, em Outubro de 2010, no cenário mediático português, com uma série de novos produtos financeiros, propõe, num ambiente de concorrência feroz que se faz sentir na banca nacional, “200 euros por mês no primeiro ano” a quem comprar casa ou transferir o seu empréstimo.

O banco promete, assim, e tal como nos casamentos, acompanhar o seu cliente “nos bons e nos menos bons momentos”, sendo que, para o efeito, basta fazer ou transferir o empréstimo para um crédito à habitação BBVA que “ele adapta-se a si e à sua vida”.Mas, para ter acesso aos 200 euros por mês,durante o primeiro ano, tem de ter direito a um financiamento igual ou superior a 120 mil euros.

Qual o spread do credito do BBVA?

O “spread”, para este caso, é atractivo (0,35%),mas o asterisco explica que pressupõe seguros contratados no BBVA, domiciliação de ordenado e pagamentos domésticos, cartão de crédito, plano de pensões e LTV (é um rácio financeiro que relaciona o montante de um empréstimo com o valor da garantia prestada. Geralmente, é usado em empréstimos imobiliários, relacionando o valor da hipoteca com o valor do imóvel dado como garantia) inferior a 50%.“Spread” atractivo na troca de adesão em massa .Destaque-se que o BBVA seguiu a tendência de mercado do Barclays, no que concerne ao valor do “spread”. Quatro anos depois de ter sido um dos primeiros bancos a agitar o mercado com uma redução daquele item, na altura para 0,39%, o Barclays voltou à carga baixando o valor para o mínimo no crédito à habitação para os 0,35%.

Uma tendência seguida, entretanto, pelo BBVA e que se prevê que será alvo de imitação por parte das restantes instituições bancárias. Quem aceitar estas características terá a possibilidade de deixar para o final do  empréstimo até 50% do capital; suspender o pagamento de três mensalidades consecutivas, num máximo de 12, durante toda a vida do contrato; mudar a taxa fixa a variável ou viceversa,ou contratar uma taxa fixa por um período até 30 anos; ter um financiamento até 100% e um prazo até 40 anos.

Credito para pagar ao fisco

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Para saldar dívidas fiscais,o contribuinte pode pagar em prestações ou
recorrer ao crédito.A lei prevê também a entrega de um bem móvel ou imóvel. Também conhecido por
“dação em pagamento”. Em vez de pagar a dívida com dinheiro, pode fazê-lo com uma casa ou carro,
por exemplo, para evitar que outros bens sejam penhorados. Basta o fisco aceitar o que tiver para dar.
Esta prática é comum em processos de execução fiscal, quando já se esgotaram os recursos do
contribuinte, e a dívida tem mesmo de ser paga.

Caso escolha a dação em pagamento, tem 30 dias a contar da notificação da dívida para dirigir
um requerimento ao ministro ou director-geral dos impostos.Este não obedece a formalismos
especiais. A melhor forma será dirigir-se ao serviço de finanças da sua área de residência onde
poderá pedir ajuda para preencher o requerimento. Descreva os bens dados em pagamento em
pormenor. Pode escolher vários: o fisco decidirá os que interessam.
Identifique os imóveis (terrenos,casas), móveis (automóveis,obras de arte, mobília), estado de
conservação e valor provável, o qual deve aproximar-se do montante da dívida. No caso dos imóveis, o valor patrimonial tributário é um bom indicador do valor a considerar.
O requerimento acabará por chegar ao Ministério das Finanças no prazo de 10 dias, acompanhado
de uma cópia e resumo do processo e dos encargos que incidem sobre os bens. Após receber o processo, cabe ao fisco avaliar se a dação interessa ou não. Caso o pedido seja aceite, é solicitada a avaliação dos bens.Os custos da avaliação variam, mas nunca serão inferiores a € 192: têm em conta a localização, características do bem e complexidade da análise.

Em conclusão, o credito pessoal poderá ser uma excelente opção para quem tem dividas ao fisco.Em princípio, um carro tem menos custos do que uma propriedade com casa e terreno, por exemplo.A avaliação é feita por uma  comissão de três elementos: um representante do fisco e dois peritos avaliadores das listas regionais, no
caso de bens imóveis.Se entregar bens móveis, são designados especialistas da área.

A comissão tem 30 dias para a avaliação. Em casos mais complexos, esta
pode ser pedida à Direcção-Geral do Património do Estado,Direcção-Geral
do Tesouro e ao Instituto de Gestão do Crédito Público ou a uma entidade especializada,
designada por despacho do ministro das Finanças.Os bens são avaliados pelo valor
de mercado, tendo em conta a maior ou menor probabilidade de serem vendidos. No caso de
um carro avaliado em € 15 000, a comissão pode determinar que não conseguirá ser vendido
por mais de € 14 000,valor a ter em conta.As despesas de avaliação têm de ser pagas até 5 dias após
ser notificado do valor e antes de concluída a dação. Se não o fizer, o processo é interrompido.

Após aquela análise, o fisco pode pedir outros elementos que julgue necessários, como documentos adicionais. Neste caso,
terá de apresentá-los no prazo de 10 dias, sob pena de o processo ser também anulado.

Como conseguir credito imediato

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Uma característica da conta ordenado é o banco conceder um
crédito automatico.Algo diferente do credito pessoal ,na prática, os bancos disponibilizam o equivalente
ao salário no início do mês. A Caixa Galícia (80%, até € 2000) e o Banco
BPI (entre 50 e 100%) antecipam menos. Mas também há quem
permita mais. O Finibanco concede uma vez e meia o salário e o Banco Português de Negócios, Banif e Barclays disponibilizam o dobro.

Contudo, os dois primeiros limitam a € 5000 e o último a 10 000 euros. A utilização deste crédito tem custos imediatos. As TAEG dos bancos analisados oscilam entre 10,3%, no Santander Totta, e 27,4%,
no Banif. Embora o montante usado seja coberto no prazo máximo de
1 mês, quando é depositado o salário seguinte, tenha presente
que irá pagar juros.Se, por exemplo, quer comprar um produto para aproveitar uma promoção vantajosa e conta pagá-lo com o próximo salário, é preferível recorrer ao cartão de crédito.

Goza de um período de 20 a 50 dias sem juros, se pagar a dívida na
totalidade.Para conhecer quanto se gasta com uma conta à ordem,
recorremos a três perfis. Nos dois primeiros utilizamos uma conta
corrente. O terceiro é igual ao primeiro, mas aquela é substituída
por uma ordenado.Na grande maioria dos casos, os dois últimos ficam duas a três vezes mais baratos. Por exemplo, ao analisarmos os custos para o segundo perfil no Deutsche Bank,a opção pela Net permite uma poupança anual de 240 euros.

O facto deste banco isentar as transferências interbancárias na Net,
mas cobrar € 10 ao balcão, pesa  nesta diferença.
Ao compararmos as despesas da conta corrente com a ordenado
também encontramos poupanças.
Por exemplo, quem optar pela onta-ordenado do Barclays, vê as
despesas anuais diminuírem mais de 83 euros. Como as contas-
-ordenado estão isentas de despesas de manutenção e, em muitos casos,
os cartões são gratuitos ou mais baratos, os custos diminuem.
 Se tem receio de utilizar a Net para movimentar a sua
conta, recorra ao telefone ou ao multibanco. No último, pode fazer
tudo o que faz na Net e gasta o mesmo ou até menos do que nos
restantes canais.

Ao abrir uma conta à ordem, prefira a ordenado por ser mais vantajosa do que a corrente. Regra geral, estão isentas de despesas de manutenção, com excepção do Banif, e muitas nem cobram a anuidade dos cartões. Tem, ainda, disponível um crédito automático, mas considere a taxa, antes de o utilizar.

Use a Net e o telefone para movimentar a conta. Além de mais
cómodos, estes canais permitem uma poupança, em média, superior a 50%
face ao balcão. Segundo os nossos perfis, pode economizar até 240 euros.

Escolha bem como pretende conseguir o seu credito imediato

Consolidação de creditos

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credito pessoal

Está com problemas em liquidar os seus empréstimos ou creditos pessoais?

Se está com problemas em solver todos os compromissos financeiros, não desespere e actue o mais rápido que lhe for possível.

Os bancos e agências financeiras durante muito tempo concederam crédito sem atender ao rigor na apreciação da capacidade das famílias em cumprir as correspondentes prestações.

Proliferaram as ofertas de crédito habitação, de crédito ao consumo, de cartões de crédito, etc., até que chega um momento em que as famílias reservam uma grande fatia dos seus rendimentos para o pagamento de diversas prestações e a diferentes entidades.

Somados todos os créditos concedidos, a taxa de esforço foi largamente ultrapassada e a totalidade das prestações assumidas tornam-se difíceis de pagar.

Nestas situações, o leitor deverá actuar antes de entrar em incumprimento, evitando desta forma registos incómodos no Banco de Portugal, que muito dificilmente são ultrapassados.

A reestruturação de créditos, ou consolidação de crédito nunca teve tanta aplicabilidade como nos tempos que correm.

Aconselha-se a seguinte tomada de decisões:
- Negociação directa com um banco, o máximo dois, em que tenha mais empréstimos, reconvertendo todos os créditos de curto prazo em médio e longo prazo;
- Anular todos os cartões de crédito;
- Se no seu banco habitual não conseguir consolidar a dívida, recorra a agências financeiras, estando atento às taxas que irão ser praticadas;
- Não contraia mais empréstimos enquanto não conseguir reequilibrar o seu orçamento individual/familiar.

Entretanto, a malha da banca na concessão de crédito está muito mais restrita e rigorosa, pelo que será frequente a exigência de garantias adicionais e/ou fiador idóneo.

A consolidação de créditos é a via mais eficaz para resolver situações de pré-incumprimento, permitindo condensar num ou dois empréstimos os vários empréstimos contraídos. Normalmente têm prazos muito curtos e taxas muito elevadas, impedindo de certa forma a amortização dos empréstimos. Em muitas situações assiste-se ao pagamento de avultadas prestações que apenas pagam juros, impedindo as pessoas de saírem do sufoco financeiro em que se envolveram.

Não adie o que pode não ter solução. Se está com dificuldades em pagar as suas prestações, consolide os seus créditos.

CRÉDITO MALPARADO DEVE AUMENTAR EM 2009 EM PORTUGAL

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credito pessoal

As últimas previsões do Banco de Portugal sobre o credito não são nada animadoras para os bancos.

Por muito que se critiquem os bancos por apertarem o cerco a particulares e empresas no que respeita à concessão de crédito empresarial ou credito pessoal, as contas de 2009 da maioria dos bancos devem reflectir em 2009, valores mais elevados de crédito malparado do que em 2008.

Segundo as estimativas do Banco de Portugal e entretanto publicadas no relatório de Estabilidade Financeira, o incumprimento no crédito em Portugal vai bater todos os recordes este ano, superando os valores evidenciados em 2003, ano em que a recessão sentida dificultou o cumprimento dos financiamentos bancários por parte de empresas e particulares.

A crise económica está a dificultar a vida a numerosas famílias, assoladas pelo desemprego e pela precariedade do emprego.

As estimativas para as taxas de desemprego são nefastas para a economia portuguesa, o que perspectiva o avolumar de situações de incumprimento por parte das famílias.

Na economia tudo está interligado, assim quanto maior for o desemprego, maior serão as dificuldades sentidas por empresas e particulares em cumprirem com as suas responsabilidades perante a Banca. O consumo tem vindo a diminuir, o que face à actual conjuntura, vai continuar a travar produção e vendas na generalidade das empresas. É um ciclo vicioso difícil de quebrar.

Relembra-se que o Estado concede uma moratória a taxas de juro bastante atractivas para o crédito à habitação pelo período de 2 anos para as famílias que estejam a viver situações de desemprego, no entanto, as dificuldades são cada vez maiores o que colocará o crédito mal parado em 2009 em montantes bastante elevados.

As empresas que estão equilibradas também têm tido muitos apoios do Estado. As restantes empresas terão, à partida, os dias contados. Dificilmente conseguirão sobreviver a esta crise.

Por outro lado o Ministro das Finanças já alertou que não há perdões fiscais e as empresas que estão moribundas não encontrarão no Estado a tábua de salvação.

Neste contexto, muitas mais empresas abrirão falência em 2009, o que irá aumentar ainda mais o nível do desemprego e consequentemente o agudizar da crise.

O sector financeiro que despoletou a actual crise que se vive, não permanecerá impune neste processo. Os bancos na sua generalidade podem aguardar registos de valores ímpares na rubrica de crédito malparado nas suas contas de 2009…

Tudo sobre credito Pessoal e Credito Habitação

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Credito Pessoal

Quando pensamos em crédito pessoal ou credito habitação, afigura-se-nos de particular importância qual a taxa de juro que o banco vai praticar.
Os termos Euribor e spreads entraram já no vocabulário de muitas pessoas, mas quando recorre a financiamento bancário há que atender às restantes despesas e custos que os bancos debitam, pois há casos em que os valores são elevados.
Chama-se ainda particular atenção para o facto dos bancos, praticarem preçários diferentes nas diversas despesas suplementares que debitam aos seus clientes, além de cada banco ter uma politica própria quanto à natureza das despesas que facturam em cada tipo de financiamento.
Assim, quando vai junto do seu banco pedir condições financeiras para determinado empréstimo, solicite que lhe sejam apresentadas as cotações de todas as despesas que o banco lhe vai debitar. Desta forma fica conhecedor(a) de todos os custos em que vai incorrer e simultaneamente vai poder comparar com rigor, as condições apresentadas pelos bancos concorrentes e escolher a solução mais económica e/ou que mais lhe convier.

Vejamos então que tipo de despesas adicionais os bancos debitam frequentemente e que acrescem ao valor que a sua conta bancária vai ser diminuída, sendo que muitas delas são logo debitadas à cabeça, ou seja no início da concessão do empréstimo.

As despesas mais comuns debitadas pelos bancos são as seguintes:
 Despesas de abertura de processo
 Identificação dos seguros obrigatórios (de vida e outros que o banco exija)
 Cotação dos seguros
 Comissões
 Avaliações
 Vistorias
 No caso de mudança de Banco, os custos administrativos da transferência do empréstimo

Por outro lado, além do banco, há outras despesas relacionadas directamente com o empréstimo bancário e que têm de ser igualmente pagas, tais como as despesas a pagar ao Estado com os impostos inerentes ao tipo de empréstimo em questão e notários.

Aconselha-se então que após efectuar a consulta a alguns bancos da praça elabore um quadro com todos os custos que serão debitados e opte pelo banco que globalmente lhe oferecer as melhores condições. Não esqueça que paga todas as facturas/débitos que contratar além da prestação normal ao banco pelo prazo que lhe for concedido/aprovado.

 Outra fatia muitas vezes importante no débito mensal prende-se com os seguros, em especial os seguros de vida. Como a maioria dos bancos têm seguradoras associadas verifique também se as coberturas propostas são similares para poder realizar as necessárias comparações.

Tenha sempre em atenção o valor total dos débitos que vai suportar quando assinar um contrato de empréstimo e não tenha receio de negociar todos os valores com o banco, pois a factura é sua…

Credito com juros mais baixos para os desempregados

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emprestimo

Caso tenha na sua família alguém desempregado há pelo menos 3 meses, poderá obter uma taxa de juro bonificada – Euribor deduzida de 0,5%.
O primeiro-ministro anunciou mais medidas de auxílio às famílias que estejam em dificuldades para pagar a prestação da casa.
A prestação poderá ser reduzida em 50% até 2 anos, desde que seja requerida a moratória em 2009.
Trata-se assim, de mais uma linha de crédito bonificada ao dispor das famílias assoladas pelo desemprego.
As famílias nesta situação e que já usufruam de credito à habitação bonificado subirão de imediato um escalão no nível, além de concomitantemente verem a bonificação aumentada – a taxa de bonificação vai ser alterada.
Com estas medidas as famílias passarão durante 2 anos a pagar metade da prestação actual e sem qualquer problema com o seu Banco.
O alívio para as famílias que se encontram impossibilitadas de pagar na íntegra a prestação actual, é muito vantajoso desde que a situação seja transitória.
Não esquecer que se trata duma moratória por 2 anos a taxas de juro bonificadas!

Creditos mais baratos mas mais inacessíveis

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credito pessoal

O crédito está cada vez mais inacessível, quer seja pelo aumento generalizado dos spreads, quer seja pelo excesso de zelo actual dos bancos nos pedidos de garantias, que agora, pretendem sejam reais.
A Euribor não para de descer, prevendo-se que essa tendência se mantenha nos próximos meses, mas a Banca está a tornar o dinheiro mais caro, além de se insistir no agravamento do rigor nos critérios de concessão de crédito.
Para quem tem conta poupança-reforma, poderá presentemente dar como garantia os valores entregues aos Bancos/Seguradoras. Esta garantia real é bem aceite pela generalidade da Banca, dado que são verbas que estão obviamente seguras, uma vez que não poderão ser mobilizadas até à idade de reforma. Exceptua-se para já na aceitação deste inovador tipo de garantia real, O Grupo Crédito Agrícola e o Banco Popular.

Esta modelo de garantia, é útil para empréstimos que exijam garantia real, não sendo o caso por exemplo de empréstimos à habitação, e, para resolver pontualmente situações de asfixia financeira, como é o caso de crédito pessoal e outros empréstimos similares. Pressupõe obviamente, a anterior poupança em contas de poupança reforma , e/ou continuidade da poupança a par do pagamento do empréstimo. No entanto, mantém a possibilidade da poupança fiscal, sendo um auxílio importante a não dispensar em época de crise, em que todas as pequenas poupanças são úteis para aumentar o rendimento disponível das famílias.

A Banca, tal como todos os players de mercado vão usar de toda a imaginação para se precaverem dos indesejados defaults!